Um para cada três. Essa é a proporção de telefones celulares confiscados para cada três presos pelos agentes penitenciários da Carolina do Sul, o que classifica o estado como o maior dos EUA em dispositivos móveis contrabandeados dentro de prisões. Oklahoma está logo atrás, com uma taxa de um telefone confiscado para cada seis presos. No entanto, as altas porcentagens de dispositivos móveis ilegais não são um fenômeno apenas dos EUA. Pelo menos 15 mil telefones celulares ou chips foram confiscados nas prisões da Inglaterra e do País de Gales em 2017, o que equivale a um para cada seis presos.

Os telefones contrabandeados, levados às escondidas para as penitenciárias por presos, visitantes, correspondências, funcionários penitenciários corruptos e, até mesmo, drones estão causando grandes problemas. Ameaças a testemunhas, assassinatos de aluguel, extorsão e tráfico de drogas estão entre os crimes cometidos pelos criminosos usando telefones contrabandeados para realizar atividades ilegais dentro e fora das penitenciárias. Um artigo on-line recente publicado pela Security Magazine enfatiza a gravidade do problema:

  • No Reino Unido, os presos administraram uma rede de cocaína, orquestraram o homicídio de um adolescente como parte de uma rivalidade e organizaram o assassinato do líder de uma facção.
  • Em 2018, promotores federais disseram que dois presos usaram telefones celulares contrabandeados para controlar uma gangue de rua violenta e que traficava drogas de dentro da prisão de segurança máxima Pelican Bay State Prison, na Califórnia.
  • Policiais da Carolina do Sul atribuíram uma rebelião prisional que matou sete presos em abril de 2018 a uma guerra de posse entre gangues por território, dinheiro e itens de contrabando, como drogas e telefones celulares.
  • Telefones celulares contrabandeados foram relacionados a ataques coordenados a agentes penitenciários e outras operações ilegais. Um agente penitenciário da Carolina do Sul tomou seis tiros depois de uma ordem de assassinato dada em um telefone contrabandeado.
  • 15 presos detidos em penitenciárias da Carolina do Sul e do Norte foram acusados por uma rede de extorsão sexual, em que usavam telefones celulares contrabandeados para visar a militares dos EUA.

Os desafios

Interromper o fluxo de telefones contrabandeados pode parecer tão fácil quanto aprimorar os protocolos de pesquisa e vigilância, mas os agentes penitenciários estão descobrindo que não é assim tão simples.

É fácil esconder dispositivos: Os dispositivos móveis têm um design compacto, e as versões mais recentes com o tamanho de um batom e feitas totalmente de plástico são indetectáveis pelos scanners convencionais.

É muito difícil fazer extrações de imitações: Pessoas criativas que estão presas têm desenvolvido vários dispositivos caseiros de comunicação.
Eles podem ser grosseiros, mas cumprem seu objetivo. E, como não usam programas de software convencionais, é difícil fazer extrações deles.

Telefones danificados: Muitas vezes, os presos tentam destruir os telefones, em vez de entregar dispositivos operacionais que possam incriminá-los, o que dificulta ainda mais as extrações.

O fator de tempo: Em muitos casos, o tempo é essencial para extrair pistas úteis, pois uma conexão dentro da prisão pode ajudar a interromper atividades criminosas (tráfico infantil e de pessoas, tráfico de drogas, crimes relacionados a facções, pornografia infantil) fora das penitenciárias.
Isso pressiona ainda mais os agentes penitenciários, que podem não ter as ferramentas e o treinamento adequados para coletar todas as evidências disponíveis dos telefones.

No entanto, as informações contidas nesses dispositivos podem ser inestimáveis.

Os telefones contrabandeados são o segredo para desvendar redes criminosas

Acessar a inteligência digital (ID) — os dados que são extraídos de tipos de dados e de fontes digitais (smartphones, computadores e a nuvem) e o processo pelo qual os órgãos acessam, gerenciam e utilizam dados — é o segredo para revelar o número de telefones ilegais usados pelos presos e os crimes que eles estão cometendo.

E-mails, mensagens de texto, vídeos, fotos, dados de geolocalização e informações sobre criptomoedas (informações sobre transações e carteiras) coletados de telefones contrabandeados podem apresentar evidências valiosas para impedir crimes dentro e fora das penitenciárias e, ao mesmo tempo, permitem o rastreamento de redes criminosas mortais entre os limites estaduais e as fronteiras internacionais.

Coletar dados rapidamente sem comprometer a cadeia de custódia e garantindo a conformidade é algo essencial. Por isso, muitos diretores de penitenciárias estão transformando a forma como realizam investigações sobre telefones contrabandeados, desenvolvendo uma sólida estratégia de ID.

Desenvolvendo uma estratégia digital para o sistema penitenciário

As melhores estratégias de IA se baseiam em três pilares:

Coletar todos os dados relevantes de todas as fontes de dados disponíveis reveladas na prisão ou durante uma investigação do sistema penitenciário, com solidez forense e de um modo que preserve a integridade dos dados e garanta a conformidade.

Controlar e compartilhar dados nos órgãos de segurança pública e entre eles e, ao mesmo tempo, gerenciar o acesso para que as pessoas certas recebam as informações certas no momento certo.

Apresentar um panorama completo transformando dados coletados em pistas úteis para avançar as investigações.

Para ter as ferramentas certas e os funcionários treinados para acessar, gerenciar e aproveitar dados ao máximo, é necessário oferecer uma solução completa de ID que possa ser usada pelos diretores de penitenciárias para impedir crimes em suas instalações e, ao mesmo tempo, oferecer um meio para restringir as atividades criminosas externamente.

Principais benefícios

As soluções de ID garantem que os diretores de penitenciárias possam acessar dispositivos digitais em tempo hábil, mesclando suas capacidades organizacionais e tecnológicas.

Capacidades tecnológicas: Inclua as melhores ferramentas de extração da categoria que tornam rápido e fácil o acesso aos dados. Soluções avançadas de analítica, alimentadas por IA, que conectam evidências diferentes para apresentar um panorama completo da investigação.

Capacidades organizacionais: Treinamento para que policiais de todos os níveis se sintam capacitados a enfrentar os desafios de acesso de forma independente. Processos seguros, operações e uma cadeia de comando que permitem uma colaboração perfeita.

Próximas etapas

Depois de acessar os dados e as pistas, como é possível gerenciar os dados e as evidências com segurança ao longo da cadeia de custódia e do fluxo de trabalho das investigações? Em nosso próximo blog, nós abordaremos o desafio de gestão de dados.

Saiba mais

Quer saber mais? Participe de nosso webinar para descobrir como as soluções de inteligência digital da Cellebrite para o sistema penitenciário podem ajudar sua organização.

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