Logotipo da IJCF (Crédito: IJCF)

Emmanuel Hernandez Gomez é coordenador de tecnologia da informação do Instituto Jalisciense de Ciencias Forenses (IJCF), um departamento do governo estadual de Jalisco, México, que fornece pareceres especializados em disciplinas forenses em apoio ao Ministério Público Estadual de Jalisco.

Hernandez e seus 10 colegas de tecnologia forense recebem dispositivos de vários Ministérios Públicos Estaduais para análise com o uso das soluções da Cellebrite. Muitos dos casos em que a sua equipe trabalha envolvem sequestros ou desaparecimento de pessoas, infelizmente comuns no México – ou casos de violência doméstica.

Hernandez (canto inferior direito) e seus colegas usam as soluções da Cellebrite para acessar e preservar dados de dispositivos envolvidos em casos como sequestros, desaparecimento de pessoas e violência doméstica.

“Passamos parte dos dias de trabalho lidando com as solicitações de laudos periciais que chegam até nós diariamente”, explicou Hernandez. “As solicitações costumam vir acompanhadas de celulares ou computadores, ou então são solicitações do Ministério Público para coletar evidências digitais, seja daqui da cidade de Guadalajara, de algum ponto da região metropolitana ou de uma cidade do interior de Jalisco.”

Diariamente, as soluções da Cellebrite nos ajudam a levar os casos adiante”

Até o momento, em 2020, para os casos de violência doméstica que chegam ao IJCF, Hernandez e sua equipe capturaram e preservaram evidências digitais de nove vezes mais dispositivos do que manipularam em 2019. O conhecimento dos especialistas forenses sobre o gerenciamento de Inteligência Digital os ajuda a acompanhar o fluxo de chegada de dispositivos. (A inteligência digital refere-se aos dados que são coletados e preservados de fontes digitais e tipos de dados – smartphones, computadores e a nuvem – e o processo pelo qual os órgãos acessam, gerenciam e analisam os dados para executar suas operações com mais eficiência).

Contribuindo com a verdade para as investigações

Hernandez relembrou os momentos em que se apaixonou pela perícia, depois de concluir o mestrado em ciências da computação e começar a trabalhar para o IJCF.

“Percebi que quando um crime é cometido e um dos prováveis suspeitos ou mesmo a vítima usou dispositivos digitais antes ou durante o crime, pode haver informações que ajudariam a respaldar a investigação e ajudar a condenação ou liberação dessa pessoa”, disse Hernandez. “Saber que ali havia informações que poderíamos analisar e apresentar e que poderíamos contribuir com veracidade em uma investigação convenceu a todos nós que nos dedicamos à perícia.”

IJCF teamed up with the Chilean Investigative Police (PDI) to help law enforcement in nearby countries sharpen their skills, especially in using Cellebrite solutions. (Credit: IJCF)
O IJCF se associou à Polícia Investigativa do Chile (PDI) para ajudar a polícia em países vizinhos a aprimorar suas habilidades, especialmente no uso das soluções da Cellebrite. (Crédito: IJCF)

Os investigadores forenses gastam uma quantidade significativa de tempo examinando e analisando evidências em casos que envolvem abusos de mulheres cometidos por seus parceiros. Quase todos os dias, o IJCF atende até seis casos envolvendo extorsão sexual, abuso e violência doméstica. As mulheres registram as queixas no Centro de Justiça para Mulheres (CJM); se os casos envolverem evidências armazenadas em smartphones, como arquivos de áudio e vídeo ou conversas em aplicativos de mensagens instantâneas, os dispositivos serão entregues ao IJCF para análise.

O número de dispositivos analisados pela equipe de perícia aumentou de forma exponencial, particularmente dispositivos envolvidos em crimes de abuso cometido por parceiros. Em 2019, apenas 40 dispositivos foram processados; de janeiro a novembro de 2020, 376 dispositivos foram processados, o que representa um aumento de nove vezes.

“Os especialistas da minha equipe processam o dispositivo e entregamos ao Ministério Público especificamente o que eles pedem”, explicou Hernandez. “Às vezes, trata-se apenas de uma gravação de áudio, às vezes são alguns vídeos ou uma conversa inteira no WhatsApp que estabelece claramente que a mulher está sendo ameaçada, mesmo recebendo ameaças de morte ou de ferir seus filhos.”

Cuidado com as evidências

É crucial que os investigadores forenses do IJCF gerenciem as evidências com cuidado, de acordo com os protocolos estabelecidos pelo Ministério Público Estadual. Por exemplo, Hernandez e seus colegas devem identificar a fonte de qualquer evidência, preservar a integridade do conteúdo e documentar claramente os procedimentos seguidos. As soluções da Cellebrite como o UFED 4PC e o Physical Analyzer ajudam a equipe a cumprir os requisitos, tais com as extrações selecionadas.

Cellebrite Physical Analyzer enables the examination of multiple data sources from the broadest range of mobile applications, digital devices, warrant returns and the cloud. (Credit: Cellebrite)
O Cellebrite Physical Analyzer permite o exame de várias fontes de dados da mais ampla gama de aplicativos móveis, dispositivos digitais, devoluções de mandado e nuvem. (Crédito: Cellebrite)

“Em casos de violência doméstica e extorsão sexual, o Ministério Público já sabe o que há no telefone celular que os ajudará na investigação”, disse Hernandez. “Em outros tipos de casos, como homicídio ou sequestro, eles nos pedem para extrair tudo. Desta forma, enviamos um relatório que inclui tudo o que o dispositivo contém, como informações excluídas, dados de localização e imagens apagadas.”

Para ajudar a polícia em países vizinhos a aprimorar suas habilidades, especialmente no uso de soluções da Cellebrite, o IJCF se associou à Polícia Investigativa do Chile (PDI) na Brigada Ciber de Valparaíso em um projeto de treinamento transfronteiriço. O objetivo era obter certificações avançadas do Treinamento Cellebrite

Hernandez e seus colegas usam o UFED 4PC e o Physical Analyzer para identificar a fonte de qualquer evidência, preservar a integridade do conteúdo e documentar claramente os procedimentos seguidos. (Crédito: IJCF)

“No dia a dia, compartilhamos conhecimentos com os policiais que nos pedem diversos pareceres especializados em matéria de computação forense, sobre o que essas solicitações implicam, o esforço que deve ser feito, as complicações que enfrentamos e até mesmo certos aspectos legais que eles desconheciam em relação às evidências digitais”, disse Hernandez.

O rápido aumento de dispositivos que os investigadores devem analisar ajudou a tornar a implantação da Cellebrite pelo IJCF um imperativo.

“Diariamente, as soluções da Cellebrite nos ajudam a levar os casos adiante”, comenta Hernandez. Podemos responder melhor aos investigadores que precisam da Inteligência Digital que podemos fornecer”.