Um dos maiores desafios que os agentes de fronteira enfrentam no mundo todo é acessar dados rapidamente nos postos de controle para identificar se os indivíduos que querem atravessar a fronteira para outro país estão aptos a fazer isso ou representam uma possível ameaça. Geralmente, um agente de fronteira pode ter apenas alguns segundos para verificar:

  • Quem é a pessoa?
  • Ela é realmente quem diz ser?
  • Ela representa alguma ameaça?

Algo que complica esse problema é o fato de que, em muitas áreas, as pessoas que desejam atravessar a fronteira podem não ter qualquer documentação. (Com isso, pensamos imediatamente nos desafios das fronteiras da Grécia, com o grande número de refugiados que chegam diariamente da África). Muitas pessoas, no entanto, trazem consigo um dispositivo móvel, e os dados armazenados nele podem ser essenciais para identificar criminosos e manter as fronteiras seguras.

Ter meios para acessar os dados desses dispositivos (imediatamente, em campo) é fundamental. A boa notícia é que nós temos a tecnologia para fazer isso. Porém, para aproveitar as ferramentas de inteligência digital (ID) necessárias para acessar dados em campo e, em seguida, gerenciá-los e analisá-los rapidamente para identificar os próximos passos, os órgãos públicos precisam transformar a forma como lidam com a segurança de fronteiras no momento. Estas são as três formas como o acesso aos dados móveis podem ser algo revolucionário para as investigações de segurança de fronteiras.

1. Triagem digital

Imagine que você seja um agente em uma passagem de fronteira ou em um aeroporto. Uma pessoa se aproxima do posto de controle. Ela pode ter algum tipo de documentação (um passaporte que pode ser digitalizado e verificado). Mas e se ela não tiver?

Hoje, essa pessoa pode ser levada a uma sala para interrogatório. Mas e se o agente tivesse ferramentas à sua disposição para fazer um download rápido de informações importantes (mas não todas) para verificar quem é a pessoa, onde ela esteve e com quem ela pode ter tido contato?

O Cellebrite Responder Kiosk é uma ferramenta desse tipo.
Com o Cellebrite Responder Kiosk, os agentes de fronteira conseguem revelar informações importantes rapidamente, realizando a extração seletiva ou completa de dados físicos a qualquer hora e em qualquer lugar.

Ter capacidades de inteligência digital nas passagens de fronteira elimina a necessidade de enviar dispositivos a um laboratório (basicamente, você amplia suas capacidades laboratoriais ao campo), o que poupa tempo e, ao mesmo tempo, diminui a pressão do laboratório, já que os agentes de linha de frente agora realizam extrações simples.

Algo mais importante é o fato de o Cellebrite Responder Kiosk apresentar as informações em tempo real, permitindo que os agentes de fronteira compartilhem informações com órgãos semelhantes (segurança pública (forças-tarefa de combate às drogas), sistema penitenciário (gestão de infratores) e órgãos de defesa (listas de observação de terroristas)), que podem apresentar informações para ajudar a identificar seu próximo passo. A triagem digital trata justamente disso.

No mundo da segurança pública, isso se chama “a força de trabalho que prioriza a tecnologia móvel”. Ao adotar ferramentas e aplicativos móveis e transformar fluxos de trabalho para refletir essas mudanças, as cidades podem manter a segurança pública na comunidade, e não atrás de um balcão na delegacia.

Várias cidades dos EUA lançaram programas-piloto para testar forças de trabalho habilitadas para a tecnologia móvel. O Departamento de Polícia de Chicago, por exemplo, implementou as soluções Samsung DEX para metade de seus policiais, usando smartphones como um substituto para os terminais de dados móveis das viaturas.

A princípio, a implementação pela polícia de Portland, Oregon, tinha o objetivo de permitir que os policiais se comunicassem entre si. No entanto, rapidamente, a proposta de valor se expandiu para a comunicação com os cidadãos e para o gerenciamento de boa parte do fluxo de trabalho de um patrulhamento a partir de dispositivos móveis. Por fim, podemos ver que os smartphones substituem notebooks e desktops, o que resulta em policiais realmente móveis.

Usar as forças de trabalho habilitadas para a tecnologia móvel na segurança de fronteiras é uma grande oportunidade. E ninguém entende esse tópico melhor que o Cel. Petr Malovec, Ph.D. e diretor de departamento do National Border Situation Centre, da polícia de fronteira da República Tcheca. Malovec foi gerente de projeto na implementação de um sistema móvel de inspeção para verificar a autenticidade e a validade dos documentos eletrônicos aplicados ao controle de fronteiras e usados pela polícia em campo. Ele será o palestrante de destaque no próximo webinar da Cellebrite, em 16 de setembro.

2. Além da priorização da tecnologia móvel

Para os órgãos de controle de fronteiras que estão começando a expandir sua estratégia de inteligência digital, a priorização da tecnologia móvel é um ótimo ponto de partida. O próximo passo para melhorar a prontidão das equipes de campo é adotar a analítica e tecnologias orientadas por IA que têm sido usadas pelos órgãos policiais para transformar com sucesso a forma como realizam investigações. Essa estratégia inclui:

  • O uso de tablets resistentes para as verificações durante as operações ou o uso de quiosques virtuais nos postos de controle das fronteiras.
  • Poder extrair dados rapidamente de qualquer dispositivo móvel (inclusive de drones) no local.

3. Principais benefícios da ID

Para os órgãos de controle de fronteiras, os possíveis benefícios do uso de tecnologias de inteligência digitais como um multiplicador de força para poupar tempo e recursos são apenas o começo. Estas são algumas inovações e os principais benefícios que elas oferecem.

  • Extração seletiva é uma nova forma de capturar dados de bate-papo de modo rápido e automático. Usando técnicas automatizadas de captura de tela, essa solução permitirá que os usuários enfrentem os desafios de criptografia dos aplicativos móveis.

Principal benefício: Essa inovação acelerará os processos manuais e demorados, como o uso da câmera para registrar, analisar e apresentar dados dos aplicativos. A extração seletiva também aborda desafios de tempo e questões de privacidade, já que os agentes só registram tipos selecionados de dados.

Atualmente, a extração de dados de um disco rígido de consumidor pode demorar oito horas — em alguns casos, até mesmo um dia inteiro.
A análise detalhada por um analista da polícia forense pode demorar ainda mais. Esse é um processo demorado e dificulta a acusação de criminosos em países que têm curtos períodos para a detenção de suspeitos, como o Reino Unido, onde os órgãos de segurança pública não podem deter um suspeito por mais de 24 horas sem evidências suficientes para acusação.

  • A decodificação durante a extração reduz o tempo de obtenção de evidências, já que realiza a extração e a decodificação ao mesmo tempo.

Principal benefício: Permite que os agentes de fronteira examinem os dados recuperados enquanto a extração/decodificação ainda está em andamento, o que poupa tempo.

  • Uso de IA para impulsionar as capacidades de triagem e investigação em campo.

Principal benefício: Quando a IA é usada em combinação com capacidades de triagem alimentadas por IA, os agentes de fronteira podem identificar automaticamente a jornada de um suspeito e, ao mesmo tempo, revelar imagens e mensagens de texto suspeitas para ajudar a estabelecer relações entre pessoas, lugares e IoT.

Próximas etapas

Depois de acessar os dados e as pistas, como é possível gerenciar os dados e as evidências com segurança ao longo da cadeia de custódia e do fluxo de trabalho das investigações? Em nosso próximo blog, nós abordaremos o desafio de gestão de dados.

Enquanto isso:

Inscreva-se aqui no próximo webinar do Cel. Petr Malovec sobre “Como superar as barreiras de dados digitais nas fronteiras e outros locais”.

Baixe o e-book “Como enfrentar seus desafios de fronteiras com a inteligência digital” para saber como as soluções de inteligência digital da Cellebrite para segurança de fronteiras pode ajudar sua organização.

Share this post