À medida que a próxima geração de agentes de linha de frente com conhecimentos em tecnologia começa a aproveitar a tecnologia nas cenas de crime, um novo nível de eficácia investigativa estará se tornando possível. As forças policiais modernas que adotam a tecnologia móvel para a coleta de provas digitais em campo estarão significativamente mais preparadas para enfrentar os desafios das provas digitais de 2020.

No entanto, simplesmente encontrar dispositivos e extrair dados não é suficiente, pois isto é apenas o começo do processo investigativo que precisa de uma estratégia abrangente de inteligência digital (ID). Uma estratégia completa de DI deve abranger como as provas digitais são gerenciadas, controladas e aproveitadas em cada etapa de uma investigação.

Depois que os dados forem acessados e coletados, deve haver uma maneira de transferi-los com solidez forense às partes interessadas e até ao tribunal. Sem uma estratégia de DI implementada do início ao fim, os procedimentos operacionais padrão ficam aquém em termos de gerenciamento e controle de provas digitais.

Recentemente, a Cellebrite entrou em contato com a polícia na Pesquisa de tendências da Cellebrite para 2020, a ser lançada em breve, a fim de obter uma compreensão mais profunda dos três principais desafios que agentes e investigadores estão enfrentando nas cenas de crimes em termos de processos e tecnologias. Apresentamos abaixo uma prévia de algumas de suas respostas.

1. Coleta ineficiente de dados na cena do crime

Pergunta da pesquisa: Como os agentes da polícia atualmente coletam as provas digitais de vítimas ou testemunhas em campo?

  • 82% pedem às testemunhas que apresentem seus telefones
  • 59% pedem que as testemunhas vão à delegacia
  • 46% fotografam as provas digitais usando o dispositivo móvel próprio

Nenhuma dessas opções é prática para trabalhar de forma confiável com a comunidade e promover a confiabilidade.

As vítimas e as testemunhas são incomodadas quando seu principal dispositivo de comunicação fica temporariamente inacessível por um período indeterminado. Pior ainda, tirar fotos de provas digitais no telefone de alguém abre a porta para uma série de preocupações com a privacidade que podem desencorajar testemunhas ou vítimas de fornecer informações voluntárias ou cooperar.

2. Enviar telefones ao laboratório para extrações demora muito tempo

Pergunta da pesquisa: Qual a função do laboratório forense na análise dos dados extraídos?

Mais de 40% dos entrevistados da polícia relataram que o tempo médio de atraso dos dispositivos móveis era de um a três meses – uma indicação clara de que os agentes da linha de frente precisam de mais ferramentas na cena do crime, a fim de aliviar os afunilamentos do processamento no laboratório forense.

Quando foi perguntado à polícia quais dados seriam mais importantes para extração, os três principais resultados foram detalhes de localização, informações sobre partes conectadas e imagens relevantes.

Como a polícia geralmente depende que o laboratório de perícia digital forneça esses detalhes, seria uma grande vantagem ter acesso a essas informações em campo e em tempo real.

Ao ter essas informações na cena do crime, as provas podem ser vistas no contexto do caso, e os suspeitos em potencial e as provas digitais incriminadoras podem ser consideradas muito mais rapidamente. Os agentes da linha de frente podem revelar a trajetória do suspeito ou da vítima antes e depois do crime, e uma investigação baseada em dados pode começar imediatamente.

3. Informações críticas surgindo em campo

Pergunta da pesquisa: Na cena de um crime, qual é a importância de poder extrair, revisar e analisar dados digitais de dispositivos móveis?

A pesquisa da Cellebrite mostrou que, embora 53% dos agentes da linha de frente da polícia considerem importante a análise de dados telefônicos em campo, a maioria dos agentes não tem soluções para acessar provas digitais na cena do crime, o que deve fazer parte da estratégia abrangente de inteligência digital (ID) deles.

Quando uma estratégia de ID é implementada, os agentes podem realizar extrações de dispositivos em tempo real em campo e acessar facilmente dispositivos móveis, a fim de encontrar insights em questão de minutos, em vez de esperar que o laboratório forense processe o telefone.

As testemunhas e as vítimas são muito mais propensas a oferecer seus dispositivos móveis para extrações, se souberem que não ficarão sem seus telefones por longos períodos de tempo. As equipes da linha de frente que recebem a ID também podem examinar dados, conexões e imagens de localização para agir com base nos dados móveis em locais específicos, como delegacias de polícia e pontos de verificação no controle de fronteiras.

Para atender às demandas de um mundo conectado, as agências policiais precisam repensar a forma como seus departamentos são estruturados, como as investigações são realizadas e como a prova digital é compartilhada e usada em cada fase de uma investigação.

Os dispositivos digitais de hoje registram e armazenam uma enormidade de dados que podem conter provas importantes. Consequentemente, os agentes de campo precisam reunir dados baseados em consentimento desses dispositivos in loco, além de carregá-los em um repositório central onde possam ser acessados com segurança para análise adicional.

A Plataforma de ID da Cellebrite permite que as agências acessem, gerenciem e utilizem dados digitais ao máximo para gerar rapidamente uma inteligência útil que faça as investigações avançarem. A plataforma também se integra perfeitamente com as infraestruturas existentes, permitindo que as agências possam adquirir eficiências e tomem decisões de comando para proteger melhor suas comunidades.

As soluções em campo da Cellebrite capacitam os agentes da linha de frente

Ao usar as Soluções em campo da Cellebrite, os agentes da linha de frente podem coletar dados digitais baseados em consentimento em tempo real com um aplicativo móvel fácil de usar em seus dispositivos, eliminando a necessidade de as testemunhas apresentarem seus telefones ou enviá-los à delegacia posteriormente para a extração dos dados. Ser capaz de fazer extrações rapidamente em campo e capacitar os agentes a serem específicos sobre os dados que estão coletando promoverão a confiança e uma melhor cooperação da comunidade.

Resumo

Uma coisa é os agentes da linha de frente coletarem e analisarem provas digitais em campo, mas outra é as agências policiais implementarem um processo que elimine os atrasos e que gerencia, controla e compartilha dados de maneira mais eficaz.

Com a plataforma de ID da Cellebrite, a pressão nos laboratórios para fazer extrações simples é eliminada e os agentes da linha de frente obtêm dados críticos mais rapidamente, o que permite agilizar as investigações. A integridade dos dados do caso também é mantida por um processo com base em requisitos forenses, que garante provas precisas que poderão ser defendidas em tribunal.

Saiba mais sobre as soluções em campo da Cellebrite aqui.

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