Você é um investigador treinado ou um perito certificado que precisa agilizar seus processos e análises com evidências digitais? Então, o webinar “Desafios e mudanças na utilização de evidências digitais é para você.

Veja aqui algumas novas estatísticas que definem o patamar deste webinar. Você sabia que nos Estados Unidos:

  • As “equipes de pronto atendimento” das forças da lei locais e estaduais são responsáveis pelo arquivamento de cerca de 97% a 98% de todos os casos criminais dos EUA?
  • A cada ano, mais casos são processados na promotoria pública de Manhattan do que em todo o sistema judicial federal do país.
  • Evidências digitais estão presentes em 80% e 90% de todos os casos criminais, inclusive de pornografia infantil, intrusão em redes, assassinatos, crimes de colarinho branco, gangues, drogas e terrorismo.

Neste webinar, você receberá outras informações relevantes e importantes como estas, em três áreas principais:

  1. Uso ampliado de dados digitais em investigações criminais
  2. Desafios e valor da coleta, extração e análise de novos formatos de dados digitais
  3. Desafios para a admissibilidade de dados digitais e as mudanças no procedimento probatório

Apresentadores:

Sgt. Frank Pace (Ref.) Departamento de Polícia de Phoenix
Depois 20 anos atuando nas forças da lei, Pace foi fundador e supervisor da unidade de investigação de perícias digitais do Departamento de Polícia de Phoenix. Atualmente, ele é a Gerente de Pesquisa e Projetos de Segurança, atuando nas forças da lei internacionais e na elaboração de políticas, e morando na Holanda.

Michael J Leotta – Partner WilmerHale (firma internacional de advocacia)
Leotta atuou como procurador adjunto dos Estados Unidos na Procuradoria da Casa Branca por 9 anos. Seu foco tem sido as investigações internacionais na área criminal, a lei de segurança e a regulamentação de instituições financeiras.

David M. Smith – Advogado Consultor, Discovery Solutions – WilmerHale
O foco de Smith são as questões investigativas mais complexas. Ele assiste seus clientes no desenvolvimento de estratégias e soluções economicamente viáveis.

Randall Hillman – Executive Director
Desempenhando o papel de líder na Law Enforcement Alliance for Digital Evidence Response – LEADER, Hillman foi promotor de carreira por 25 anos, atuando como Procurador-chefe adjunto distrital do Condado de Shelby, Alabama, de 1993 a 2001.

Nossos apresentadores são selecionados a dedo para oferecer perspectivas irrefutáveis e exploram as seguintes questões, temas e dicas:

1. Uso ampliado de dados digitais em investigações criminais

Nesta seção, vamos tratar da questão de como obter o máximo volume de provas em uma cena de crime, logo no primeiro contato com as vítimas, testemunhas e suspeitos.

Investigadores e peritos precisam confiar em seus colegas das equipes de emergência e pronto emprego para ficarem de olho nas provas digitais. As equipes de emergência e pronto emprego precisam identificar fontes de possíveis dados e equipamentos que possam ser recolhidos e disponibilizados para exames. Vamos discutir novas fontes de dados, como dispositivos portáteis inteligentes (smartphones), drones e diferentes tipos de dispositivos IoT, que estão se tornando predominantes e mais relevante para as investigações criminais.

Da mesma forma que ocorre com as evidências físicas, as evidências digitais podem desaparecer ou ser contaminadas. Portanto, vamos nos aprofundar nos métodos de proteção das evidências eletrônicas na cena, em termos de comunicação entre as equipes de emergência e os investigadores, identificação e isolamento, e documentação da cadeia de custódia.

Dicas de processamento de evidências digitais e procedimentos de cadeia de custódia

Esta seção do webinar vai ajudar você a melhorar sua compreensão das novas políticas e procedimentos para efetivamente seguir as pistas para chegar às evidências digitais. Três perguntas importantes a serem respondidas:

  1. Que tipos de políticas de restrição de uso foram identificadas?
  2. Como as evidências digitais devem ser transportadas e documentadas?
  3. O que os investigadores devem levar em consideração durante a etapa de coleta de documentos, que será importante para seu desempenho do tribunal?

Exemplos práticos da vida real:

Vamos discutir casos recentes de interesse, relativos à jurisprudência que determine quando as forças da lei poderão desbloquear digitalmente um dispositivo móvel que tenha sido recolhido durante uma investigação:

  • Casos de terrorismo nacional: Pesquisa de um iPhone Apple confiscado durante a execução de um mandado de busca em San Bernardino.
  • Caso de tráfico de drogas: EUA vs. Jung Feng: Ordem judicial exigindo da Apple Inc. que assistisse na execução de um mandado de busca emitido pelo tribunal.
  • Caso de arrombamento: Estado de Minnesota vs. Matthew Vaughn Diamond. O réu recorreu da condenação, alegando que o mandado que exigia o desbloqueio do seu celular, protegido por impressão digital, violava o direito previsto 5ª emenda de isenção de autoincriminação.
  1. Desafios e valor da coleta, extração e análise de novas fontes de dados digitais

    Nesta seção, forneceremos um panorama do que estamos percebendo, do ponto de vista nacional e internacional, em relação ao volume cada vez maior de evidências digitais em casos criminais. Vamos conferir as especificações da capacidade de dados de dispositivos móveis em termos de discos rígidos, pendrives, memória e outros. Você também saberá o que deve fazer com dispositivos que foram avariados propositalmente.

    Descubra 6 nova fontes de provas digitais:
  • Caixa preta (automóveis) – Coleta dados de velocidade, pressão de frenagem, uso dos cintos de segurança, etc.
  • Dados do GPS – dispositivos embutidos ou portáteis
  • Monitore de atividade física (p. ex. Fitbit)
  • Marca-passos
  • Drones e controladores digitais
  • Extração de dados na nuven – domínio público (sem mandado de busca) e privado (com mandado)

Desafios legais e práticos às evidências digitais

A responsabilidade do promotor é apurar a verdade, de forma que precisam ter acesso a todas as evidências para chegarem àquelas que suportam a verdade. A falta de ferramentas e tempo faz o promotor deixar evidências passarem despercebidas. Como a omissão de um único fato ou evidência pode gerar dúvidas consideráveis, é imprescindível que todas as fontes de evidências digitais sejam acessadas e seus dados analisados.

Extração física descriptografada e recuperação de dados
À medida que evoluem os modelos de dispositivos móveis e os dados que armazenam, você vai precisar reciclar suas competências e seus conhecimentos constantemente em ambas as áreas. Neste webinar, nos aprofundamos em ambos os temas críticos:

  1. Extração física: Conheça as competências adequadas a perícias forenses que permitem o acesso completo ao sistema de arquivos tanto de dispositivos iOS da Apple quanto Android da Samsung. Elimine operações de desbloqueio, rooting ou flashing de dispositivos e saiba como contornar a criptografia de backups no Apple iTunes.

  2. Recuperação de dados: Vamos cobrir o download de e-mails, dados de aplicativos de terceiros, dados de geolocalização e registros de sistema.

Vamos também responder à pergunta mais comum: quanto tempo é necessário para desbloquear senhas de 4 ou 6 dígitos ou mais complexas.

Soluções do Analytics

As soluções digitais para análises podem reduzir o tempo necessário para solucionar um caso em até 50%. Como as soluções de Análise são a única maneira de decifrar grandes volumes de dados em tempo hábil, esta ferramenta se tornou parte integrante da solução de casos em que o prazo pode afetar os resultados. Nesta seção do webinar, daremos destaque ao recurso de análise de imagens, aproximadamente 35 vezes mais rápida do que a análise manual, e que pode salvar vidas em casos de investigações de abuso infantil.

  • Desafios para a admissibilidade de dados digitais e as mudanças no procedimento probatório

    A lei procura se manter em dia com o cenário em constante mudança dos dados e dispositivos mais modernos, inclusive como coletamos esses dados. Nesta seção, vamos explicar as novas disposições da Regra 902 – Provas autovalidadas, no âmbito do procedimento probatório federal (Federal Rules of Evidence – FRE). Essas mudanças se referem aos registros gerados por um processo ou sistema eletrônico, e os dados copiados de um dispositivo eletrônico, meio de armazenamento ou arquivo, a partir de 1º de dezembro de 2017.

    Vamos discutir também por que as regras estão mudando em relação à necessidade de uma testemunha para validar uma evidência eletrônica e o que isto significa em termos de certificação, pessoas qualificadas e requisitos de notificação. Você vai compreender o impacto das mudanças nas regras sobre o processo de admissão de evidências digitais, incentivos às práticas e coletas forenses de provas digitais com uma “pegada digital”.

    Obtenha respostas práticas às seguintes perguntas, respondidas por nossos especialistas, no final da sessão de perguntas e respostas:

  • Como você lidaria com uma agência cujos supervisores e detetives solicitam a extração de dados de dispositivos móveis de forma divergente na vista nos treinamentos em perícias digitais?
  • Qual é a eficácia de se remover o cartão SIM se não houver uma sacola de Faraday disponível?
  • Os casos de interesse demonstram um grau variável de capacitação das forças de lei para a coerção e o bloqueio de um celular em varas federais e estaduais diferentes. Há alguma medida em discussão para unificar as políticas em relação ao desbloqueio, entre fóruns estaduais e federais?
  • Quais são as últimas tendências para a análise de dados nas forças da lei? Há alguma movimentação em relação à consolidação de dados coletados para realização de perícias digitais, auxiliando assim futuras análises investigativas?

Assista ao webinar “Desafios e mudanças na utilização de evidências digitaispara ter acesso a perspectivas aprofundadas e conselhos práticos para lidar com as provas digitais modernas.

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