
Como a Transformação Digital Está Acelerando Investigações e Reduzindo a Criminalidade para a Polícia Civil do Rio Grande do Sul
A grande maioria dos casos criminais, desde crimes cibernéticos até crimes tradicionais como tráfico de drogas e assassinato, agora envolve algum tipo de evidência digital recuperada de smartphones, contas em nuvem e dispositivos IoT. “Segundo uma estimativa, as evidências digitais são um fator em cerca de 90% dos casos criminais”, conforme artigo publicado na Forensic Science International e replicado na National Institutes of Health.
À medida que as investigações policiais se digitalizam e sua complexidade continua a aumentar, o volume de dados gerenciados também está aumentando. Para acompanhar esse ambiente em rápida mudança, é fundamental expandir as capacidades digitais de investigação das agências de aplicação da lei. É por isso que a transformação digital está acontecendo em tantas agências ao redor do mundo.
A Polícia Civil do Rio Grande do Sul, no Brasil, é um forte exemplo de uma agência que adotou novas tecnologias, acelerando o tempo até evidência e tornando as investigações criminais mais eficientes e eficientes — contribuindo, em última análise, para a redução das taxas de criminalidade.
Investindo em Tecnologia para Manter as Pessoas Seguras
“A gente passou de uma investigação artesanal para uma investigação tecnológica”, disse a delegada de polícia Vanessa Pitrez, Diretora do Gabinete de Inteligência e Assuntos Estratégicos (GIE) do Rio Grande do Sul. “Hoje temos um investimento tecnológico na área de inteligência muito considerável e robusto, que nos permite conduzir uma investigação qualificada com evidências técnicas que podem apontar de forma confiável tanto o autor quanto fornecer o diagnóstico do crime que você está investigando.”
Esse investimento em tecnologia levou diretamente a uma redução nos crimes porque essas novas soluções permitem que os investigadores analisem volumes muito maiores de dados relacionados ao crime mais rapidamente. Para garantir que essa tecnologia esteja disponível em toda a organização, a Polícia Civil agora possui mais de 40 dispositivos de extração de dados Cellebrite implantados em todos os departamentos especializados e operacionais em 33 regiões.
“Investigações digitais nos dão um grau muito maior de assertividade do que as investigações tradicionais”, explicou o delegado de polícia Elbert Moreira Neto – Diretor do Departartamento Estadual de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DERCC) do Rio Grande do Sul. “Quando começamos a usar ferramentas tecnológicas, temos um avanço na cruzamento de dados. E após a extração, a análise desses dados nos permite rastrear ligações entre pessoas e chegar à autoria [perpetradora] de homicídios que antes eram insolúveis.” E como as evidências digitais são armazenadas na Nuvem, elas estão sempre protegidas.
O delegado de polícia João Paulo de Abreu- Diretor do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC) do Rio Grande do Sul explica. “Quando a sede do DEIC foi inundada em maio de 2024, suas instalações foram devastadas. Se todas as evidências digitais tivessem sido armazenadas fisicamente em discos rígidos ou outros dispositivos removíveis, elas teriam sido perdidas e as investigações em andamento teriam cessado. Ter dados críticos armazenados na nuvem, no entanto, permitiu que as investigações continuassem e que a justiça fosse feita”
A Batalha Contra o Crime Organizado
Um dos maiores desafios enfrentados pela Polícia Civil é a luta contra o crime organizado. “O crime organizado se reinventa; ela migra”, explicou a Delegada Vanessa Pitrez. “Hoje você tem uma organização criminosa que opera em um local, mas logo migrará para outro.
“Você tem o tráfico de drogas como o eixo principal da formação desses grupos criminosos, mas também há armas e ramificações nos tipos mais variados de crime. E também há migração territorial. Então a análise… A tecnologia que nos ajuda na análise das informações coletadas, tanto de extrações de celulares quanto de outros dispositivos, e a correlação, a formação de vínculos, nos permite ter uma visão macro do crime organizado por meio desses vínculos, monitorar organizações criminosas e planejar a análise criminal de inteligência que invocamos, evoluir para planejamento operacional de combate e desmembramento/desmobilização do crime organizado.”
O treinamento é fundamental
“O que temos buscado hoje”, explicou o Delegado João Paulo de Abreu, “é que cada vez mais policiais civis que utilizam essas ferramentas [precisem] compreender plenamente a capacidade dessas soluções de otimizar seu trabalho. Em outras palavras, o treinamento dos policiais é extremamente importante, pois realmente são soluções extremamente robustas que exigem treinamento periodico nesse sentido.”
Olhando para o Futuro
“Acredito e espero que continuemos investindo em tecnologia, em ferramentas de inteligência, em ferramentas de investigação, ferramentas de extração e ferramentas de análise”, disse a Delegada Vanessa Pitrez. “Conseguimos trabalhar em inteligência, desenvolvimento tecnológico, ajuda, produção de conhecimento e o alcance dessa produção de conhecimento [e a colocamos] na vanguarda das investigações criminais. Isso contribuiu muito para a redução da criminalidade que temos experimentado hoje no Estado do Rio Grande do Sul.”
Ver esses resultados claramente ajuda os moradores locais, mas também teve um impacto positivo nos policiais de todo o departamento. “Acho que o que move os policiais em geral é a possibilidade de fazer a diferença na vida das pessoas, promover a segurança e também contribuir para a promoção da justiça“, continua a Delegada.
“Lidamos com muita violência, com miséria e com as mazelas da sociedade. Mas depois que você faz seu trabalho, você sente essa sensação de realização e de que de alguma forma contribuiu para as pessoas ao seu redor para fazê-las se sentirem mais em paz e ter uma vida melhor”, complementa.
A tecnologia digital está ajudando investigadores do Rio Grande do Sul e de agências ao redor do mundo a tornar isso possível.
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