Porque cada byte é importante

O perfil digital típico de uma pessoa contém um volume extensivo de dados a respeito de sua vida, suas ideias, seus planos e suas conexões. Para os investigadores, os dados digitais são uma mina de ouro de provas. Mas é impossível apenas mergulhar nesse acervo sem as ferramentas e processos adequados à mão.

Com o crescimento extensivo do volume e da complexidade dos dados digitais, obter esses dados pode ser um desafio e as forças da lei precisam reformular o processo investigativo e implementar um fluxo de trabalho investigativo de ponta a ponta, desde o ponto de partida.

Um entendimento fundamental que estimula essa mudança é que as evidências digitais devem se inserir em um processo de investigação digital de ponta a ponta (End-to-End Digital Investigation – EEDI). A EEDI representa uma nova maneira de raciocinar, rompendo o modus operandi dos nichos em que as investigações digitais ocorrem – realizadas por técnicos especialista em laboratórios fechados. A EEDI alavanca ferramentas e soluções modernas, capacitando os investigadores a conduzirem determinados elementos do processo de investigação digital.

A operação requer liderança e visão, planos detalhados e controle gerencial. Para auxiliar essa liderança, recomenda-se considerar estes seis fatores-chave do sucesso:

  • Geração de relatórios e Controle dos indicadores-chave de desempenho (Key Performance Indicators – KPI) comuns – Uma investigação digital de ponta a ponta (EEDI) abrangendo toda a força, com múltiplas partes interessadas, exigiria monitoramento e gestão rigorosos da eficiência, com controle rigoroso de administração de usuários.

    Desenvolver as métricas ideais desde o primeiro dia, organizadas em formato de indicadores-chave de desempenho (KPI), e dispor de ferramentas de monitoramento são fatores essenciais para que essa gestão seja eficiente e eficaz. Essas ferramentas podem fornecer informações em tempo hábil entre usuários e as ferramentas implementadas, embora os controles administrativos sejam sempre uma forma clara e concisa de monitorar o desempenho e a eficiência.
  • Estrutura multiníveis – Atrasos em relatórios e a espera até o processamento pelos laboratórios centrais podem ser prejudiciais e colocar casos em risco. As forças da lei devem implementar um fluxo de trabalho mais distribuído, fora do laboratório central, para reduzir os atrasos e aumentar o índice de ‘casos encerrados’.

    Agora já é possível empoderar e capacitar dirigentes e investigadores em campo para coletar, analisar, compartilhar e atuar conforme as constatações dos dados digitais, valendo-se de ferramentas e soluções investigativas modernas, simples de operar, sem infringir qualquer regra estrita da boa prática forense. A distribuição do volume de trabalho por toda a força e a análise pela equipe investigativa reduz atrasos, acelera as investigações e deixa a inteligência digital rapidamente nas mãos daqueles que mais precisam dela.
  • • Compartilhamento de informações e colaboração – Ao trabalhar em um caso, a colaboração entre equipes, pessoas e casos são críticas para encontrar evidências específicas que possam agilizar e direcionar uma investigação. Com as ferramentas certas instaladas, perspectivas e insights consolidados, provenientes de uma única fonte ou de várias, bem como a colaboração entre casos, quando necessária e permitida, podem ajudar o investigador a enxergar tanto o panorama geral quanto todas as conexões críticas.

    Para tanto, os usuários precisam de ferramentas confiáveis de gerenciamento de dados, implementando mecanismos investigativos avançados, além de algoritmos de tecnologia de ponta, projetados especificamente para textos e mídia relevantes para investigações específicas.
  • • Competências permanentes em perícias digitais e atualizações tecnológicas –Manter-se em dia com o volume, a complexidade e a velocidade das mudanças nos dados digitais é um desafio. Com S.O. e dispositivos chegando ao mercado a uma velocidade estonteante, e novos aplicativos sociais lançados todos os dias, é indispensável ter um plano confiável e viável implementado. Isto server para assegurar que todas as plataformas e soluções de investigação digital sejam compatíveis com o desenvolvimento tecnológico atual, e que estejam preparadas para enfrentar as mudanças futuras.

    O segredo da abordagem EEDI é uma campanha constante, cujo objetivo é sempre manter-se um passo à frente. Como? Firmando parcerias com fornecedores confiáveis, comprometidos em sempre manter-se em dia com os recursos mais recentes que afetam qualquer mudança ou desenvolvimento relacionado à tecnologia digital.
  • Desbloqueio de inteligência de dentro para fora – A maioria das investigações hoje em dia começa com a aquisição de dados de dispositivos digitais. Porém, quando um dispositivo é bloqueado, danificado ou contém aplicativos desconhecidos, com novas tecnologias de formatação e criptografia de dados, isto pode atrasar o processo investigativo antes mesmo que se inicie.

    Superar essa barreira é um primeiro passo importantíssimo. Mesmo com as mais sofisticadas ferramentas de perícia digital, especialização e competências adicionais podem ser necessárias para acessar os dados e trazer à tona perspectivas críticas que podem passar despercebidas sem elas.
  • • Desenvolvimento contínuo de competências e conhecimentos – Da mesma forma que plataformas e soluções precisam ser atualizadas com extrações, decodificação, análise e produção de relatórios de última geração, o mesmo ocorre com as pessoas que as utilizam. Um plano de treinamento, certificação, reciclagem e recertificação é indispensável para manter sempre os profissionais na vanguarda da tecnologia.

    Formando equipes com os profissionais, investigadores, peritos e outros melhores profissionais de segurança pública e mais qualificados do setor, mantendo e atualizando-os regularmente para que atinjam seu potencial e suas metas.
Share this post